sábado, dezembro 06, 2008

Boa Prenda de Natal Para Cós

FELIZ NATAL!

Do nosso amigo sempre atento Terra de Paixão, retirámos o seguinte:

Boa Prenda de Natal Para Cós

Cós recupera Farmácia que perdeu há 8 anos
Cós deverá recuperar, em breve, a farmácia que perdeu há oito anos.Foram publicados em Diário da República as farmácias candidatas admitidas a concurso público.

Há 15 interessados em abrir uma farmácia naquela freguesia.O concurso para a reabertura da Farmácia em Cós, da responsabilidade da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P. (Infarmed), foi uma exigência da Junta de Freguesia de Cós, presidida por Álvaro Santo e da Câmara Municipal de Alcobaça.

O Presidente da autarquia, Gonçalves Sapinho, diz que o concurso é uma «conquista que resulta do trabalho e pressão desenvolvidos por Alcobaça». A população de Cós tem utilizado as farmácias de Alcobaça, Pataias e Juncal bem como a ajuda do Centro de Bem Estar Social de Cós, que se responsabiliza pelas receitas médicas dos utentes. Uma situação que, em breve, deixará de ser necessária.

In Rádio Cister

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quarta-feira, novembro 21, 2007

Ruas de Cós

As fotografias seguintes, da autoria da Raquel Romão, foram tiradas nos dias 13 e 14 de Novembro de 2007. Elas mostram inusitadas perspectivas e pormenores das ruas da nossa bela Aldeia. Ruas muito antigas, impregnadas de história e de muitas estórias; ruas mais ou menos transformadas pelo tempo. Ruas que outrora eram de fontes e de gárgulas por onde as águas escorriam livremente, sem furos que as secassem. O que vemos hoje é um mosaico extremamente rico e complexo, de cuja estética apenas destoa essa estranha proliferação de cabos eléctricos e de telecomunicações, bem à vista nestas fotografias, dando-lhe um ar de presépio abandonado. Sim, não há dúvida que o melhor seria mesmo que tais cabos desaparecessem deste cenário. São muito belas estas fotografias. Poéticas mesmo. Os diferentes graus de abandono que mostram podiam bem ilustrar um roteiro interior da modernidade portuguesa. O que será que nos aconteceu? Ainda haverá alguma esperança? Infelizmente nunca o saberemos!





















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terça-feira, maio 22, 2007

A Ermida do Bom Jesus do Calvário de Cós (vulgo Capela de Santa Rita) e sua história

Numa verdejante colina, virada para a aldeia de Cós, ergue-se a Ermida do Bom Jesus do Calvário de Cós (vulgo Capela de Santa Rita).

Sobre a história desta capela o Prof. Gérard Leroux publicou no Jornal O Alcoa do dia 2 de Fevereiro de 1995 um magnífico conjunto de textos, que a seguir reproduzimos e que fazem parte do espólio bibliográfico do Bazar das Monjas.

Imagem 1 de 4 (carregue sobre a imagem para ampliar)

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Imagem 4 de 4 (carregue sobre a imagem para ampliar)

Quem foi Santa Rita?

Santa Rita, Santa Rita de Cássia ou a Santa de Todos, como a apelidou João Paulo II, em atenção à enorme influência que exerceu na vida da Igreja e na da sociedade, vivendo intensamente a maternidade física e espiritual. Santa Rita de Cássia. Nasceu em 1381, em Roccaporena, na Úmbria, Itália, e faleceu no mosteiro de Santa Maria Madalena, em Cássia, onde viveu durante 40 anos, no dia 22 de Maio de 1447, com a idade de 74 anos. Rita tornou-se advogada dos pobres e desesperados, obtendo para quem a invocou numerosas graças de consolação e conforto. Rita de Cássia foi a primeira mulher a ser canonizada no Grande Jubileu do início do século XX, a 20 de Maio de 1900, pelo papa Leão XIII. Ela agradou tanto a Cristo que Ele quis marcá-la com o sinal da sua caridade e da sua paixão.

Além do altar-mor, a Ermida do Bom Jesus do Calvário apresenta dois altares laterais, um dedicado a Santa Rita e outro à S.ª Piedade. No Domingo seguite à Quinta- Feira da Ascensão, celebra-se na ermida uma festa religiosa em honra da Santa.


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quinta-feira, maio 17, 2007

Poema a Cós


No seu lugar


Aqui bem perto de Alcobaça
Num lindo e belo lugar
Pitoresco e com sua graça
Que atrai por quem lá passa
E não pode deixar de olhar.

Escondido nas ruelas
De costas p'ra quem não vê
O lugar que já foi delas
E que sempre foram daquelas
Que seguiram a sua fé.

É o Mosteiro, é o convento
Sempre amigo de todos nós
Indiferente à chuva e vento
Que não sai do pensamento
Ele é lindo e é de Cós!

Mário Bernardes, postado no Terra de Paixão

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sexta-feira, abril 13, 2007

Cós, minha terra

Escrever sobre aquilo que se ama é muito difícil. Concluí um dia que nunca poderia escrever sobre a terra onde nasci por causa dessa proximidade: tudo o que dissesse viria inevitavelmente impregnado de paixão, dessa mundanal afeição própria das coisas vivas que ao relacionar-se se transformam, quase sempre sem o desperdício de terem de se explicar, dizendo-se. Mas se a razão prática me adverte que a possibilidade de conhecermos um objecto depende da nossa capacidade para nos distanciarmos dele, então obedecendo-lhe terei de me socorrer de uma outra razão, talvez estética, para poder falar daquilo que amo. E é por aí unicamente que seguirei, escusando-me portanto à ciência. É por isso que noto, sem existencialismo mas com tristeza, que o rio que corre pela minha aldeia, sendo mais belo para mim que o Tejo, está hoje muito mais sujo do que estava há quarenta anos, quando as mulheres então nele lavavam os lençóis de pano cru e outros trapos com recurso ao temível sabão fosfatado. O rio onde na infância eu pescava pequenos peixes e enguias está hoje praticamente morto. Morto talvez de ninguém o ver ou pensar nele, como eu ainda ainda hoje o vejo e o penso. Nele naveguei e nele naufraguei, sem temor da viagem nem receio da salmonela. Mas hoje parece que o rio da minha aldeia já não faz pensar em nada. E é isso que é triste. Pessoanamente triste. Até porque os rios de outras terras poluíram-se de gente e de fábricas que das suas margens se foram abeirando. Foram mortos mas a morte glorificou-os, tal como acontece com os bons soldados. Só que as margens do meu rio estão cada vez mais sós, olham uma para a outra e perguntam-se: para onde terão ido as crianças? Quem as terá levado daqui? E a resposta encontro-a nas casas vazias e abandonadas. Nos campos silenciosos e nas fábricas que não chegaram a ser ou que foram sendo aos pucos despovoadas de gente.

Em Cós sinto ainda o murmurar das monjas subindo pela calçada até ao celeiro. E ouço as palavras místicas de Dona Benta de Aguiar, sussurradas ao ouvido do Cardeal D. Henrique, prenunciando o desastre das tropas portuguesas em Alcácer-Quibi, ao comando de El-Rei D. Sebastião. E perco o sentido do tempo, como um nevoeiro que cristalizasse em memória o tempo das pedras que restam do dormitório das religiosas, e de todas as pedras que a ignorância dos homens tirou do seu lugar. E não consigo perceber como foi possível que a envolvente dessa pérola do património nacional que é o Mosteiro de Santa Maria de Cós, da ordem feminina de cister, chegasse ao actual estado de degradação. Como pode um monumento destes estar encerrado ao público durante a maior parte do ano? Sim, até os olhos das estátuas enbaciam e as pedras perdem a memória. Agora as corujas já não bebem no convento o azeite das lamparinas, e a chuva nos algerozes, nas longas noites de Inverno, é interrompida pelo barulho dos automóveis e das televisões. A minha aldeia nunca mais será a mesma, e isso é certo como é certa a morte para aqueles que vivem. Mas não há razão nenhuma para que Cós continue a morrer apenas porque alguns olhos cegos são incapazes de ver a sua beleza. Se um dia alguém der valor àquilo que alguns de nós desprezámos, não teremos que nos queixar. Pois é unicamente através do amor que as coisas belas podem ser possuídas.

Valdemar Rodrigues

Cós, 13 de Abril de 2007

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sábado, novembro 25, 2006

Projecto de Aproveitamento Local do Potencial Turístico do Mosteiro de Santa Maria De Coz

O Bazar das Monjas apresentou ao IPPAR no passado dia 13 de Novembro de 2006 um projecto visando o aproveitamento local do potencial turístico proporcionado pelo magnífico Mosteiro de Santa Maria de Cós. Porque achamos que o projecto é do interesse de todos quantos apreciam e valorizam o nosso riquíssimo património monumental, decidimos disponibilizar aqui um resumo do projecto apresentado. Oxalá não fique como por vezes sucede na "gaveta do esquecimento" das autoridades responsáveis. Da nossa parte sentimos que fizemos o que era nosso dever. Obrigado a todos quantos nos ajudaram e deram força para avançarcom este projecto.

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sábado, junho 10, 2006

A Aldeia de Cós

Foral de Cós (carregue na imagem para ampliar)

Reza alguma História que sete séculos antes de Cristo, terão fundado os fenícios, próximo de Alcobaça, uma colónia a que deram o nome de Cós, em memória da ilha com o nome de Kos, de que então eram senhores, pertencente ao arquipélago de Esporádes, nas proximidades das costas da Ásia Menor.
Cós é hoje uma freguesia do concelho de Alcobaça, situada a cerca de 7 km desta cidade, possuindo 14,82 km² de área e 2 043 habitantes (2001). Densidade: 137,9 hab/km².
According to some historical records, the settlement of Cós, located about 8 km from Alcobaça, was founded by the Phoenicians in the seventh century before Christ. The colony was baptized Cós in memory of the island with the name of Kos, of which the Phoenicians were landlords, pertaining to the archipelago of South Sporades, in the proximities of the back of ancient Anatolia (today Kos is best known as a Greek island belonging to a group of islands referred to as The Dodecanese Islands). Today Cós is one of the eighteen parishes of Alcobaça Municipality. With an area of about 14.8 square kilometres and 2043 inhabitants (2001 census), most of its population is currently concentrated in its three major settlements: Póvoa, Castanheira and the small village of Cós.

Cós era um dos coutos de Alcobaça, tal como resulta do foral da vila de 1514, recebido do Rei D. Manuel I. Como toda a região esteve durante muito tempo sob a influência dos monges cistercienses, baseados no Mosteiro de Alcobaça. Foi sede de concelho até ao início do século XIX. O antigo município era constituído apenas pela freguesia da vila e tinha, em 1801, 753 habitantes.
Cós was one of the Alcobaça “Coutos” (name given to those lands, mainly of ecclesiastical property, that enjoyed royal immunity) that was granted Foral law in 1514 by King D. Manuel I. As all the region, Cós was during much time under the influence of the cistercian monks of the Monastery of Alcobaça. Up to the beginning of 19th Century, Cós had the statute of “Villa” or municipality seat. The old municipality was then constituted only by the village which had, in 1801, about 753 inhabitants

A padroeira da freguesia é Santa Eufémia.
Tha patron saint of the parish is Santa Eufémia.


Imagem de Santa Eufémia existente no Mosteiro de Cós
Image of Saint Eufémia

Igreja de Santa Eufémia, padroeira de Cós

Church of Saint Eufémia, patron saint of Cós

Vista panorâmica da aldeia medieval de Cós

Panoramic view of Cós medieval village




Vista panorâmica, a cores, da aldeia de Cós na actualidade (clique para ampliar)

A coloured panoramic view of Cós village in the present.


Ermida do Bom Jesus do Calvário de Cós (vulgo Capela de Santa Rita)

The chapel of Bom Jesus do Calvário (also known as Chapel of Santa Rita)

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